Ficha rápida
| Nome popular | Manduri |
|---|---|
| Nome científico | Melipona marginata |
| Tamanho | 7 a 8 mm |
| Distribuição | Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo |
| Temperamento | Mansa: sem ferrão funcional |
| Captura em isca | baixa |
Como identificar
A manduri é uma Melipona de porte reduzido, bem menor que a mandaçaia e a uruçu, com corpo escuro e faixas claras no abdômen. A entrada da colônia é estreita, de barro ou geoprópolis, com passagem para uma abelha por vez, padrão do gênero.

Registro de manduri publicado no iNaturalist por Reinaldo de Oliveira Elias.
O ponto que mais gera confusão é o nome. Na tabela de distribuição da Embrapa Meio-Norte, manduri aparece como nome popular da Melipona asilvai, a rajada, em estados do Nordeste. No Sudeste, o mesmo nome é usado para a Melipona marginata. São espécies diferentes, e a rajada tem página própria.
O ninho
Na natureza, a manduri ocupa ocos de árvores. O ninho tem discos de cria horizontais envolvidos por invólucro de cerume, potes de alimento ao redor e batume delimitando a cavidade. Como em todas as Melipona, as rainhas nascem de células do mesmo tamanho das operárias.
As colônias são pequenas, o que exige caixas proporcionais e cuidado com a temperatura interna em regiões frias.
Caixa para manduri
A Embrapa recomenda caixas modulares, com fundo, ninho, sobreninho, melgueira e tampa. Para a manduri, os módulos são menores que os usados para mandaçaia, justamente pelo tamanho da colônia. A caixa fica a cerca de 0,5 metro do chão, em cavalete com protetor contra formigas, em local sombreado e protegido do vento.
O mel
A produção é baixa. A regra geral da Embrapa vale aqui: quanto menor a abelha e o ninho, menor a produção. Quando houver excedente, colha com seringa, só em potes fechados, e mantenha o mel refrigerado ou desumidificado.
Como obter colônias
Espécies do gênero Melipona raramente ocupam iscas pequenas. A forma mais segura de começar é comprar colônias de produtores cadastrados. Quem quiser tentar a captura tem mais chance com uma caixa-isca de madeira que já tenha abrigado Melipona, instalada perto de ninhos naturais ou do próprio meliponário.
Como e quando dividir
Divida só colônias fortes, na florada. Leve discos de cria nova e nascente, potes de alimento e cerume para a caixa nova, que ocupa o lugar de uma das colônias antigas. Como as rainhas de Melipona nascem dos discos de cria comuns, discos com cria nascente aumentam a chance de a colônia nova ter rainha virgem. Em colônias pequenas como as da manduri, espere a colônia estar realmente forte antes de dividir.
Pragas e problemas
Forídeos, formigas e a mosca Hermetia illucens atacam principalmente colônias fracas. Mantenha frestas vedadas e protetor no cavalete, e evite instalar a manduri perto de espécies saqueadoras, como a abelha-limão, a tataíra e abelhas do gênero Scaptotrigona.
Referências
- Pedro, S. R. M. (2014). The Stingless Bee Fauna in Brazil. Sociobiology, 61(4). Tabela em List of stingless bees of Brazil.
- Borges, F. V. B. (2004). Variação sazonal das atividades externas e internas em colônias de manduri, Melipona marginata obscurior, no Rio Grande do Sul. Dissertação, PUCRS.
- Embrapa Meio-Norte. Criação de abelhas-sem-ferrão.
Dúvidas frequentes
Manduri e rajada são a mesma abelha?
Não. No Sudeste, manduri costuma se referir à Melipona marginata. No Nordeste, o nome também é usado para a Melipona asilvai, conhecida como rajada. Confirme pelo nome científico antes de comprar colônias.
A manduri produz muito mel?
Não. As colônias são pequenas e a produção é baixa quando comparada a Melipona maiores, como mandaçaia e uruçu.
A manduri ferroa?
Não. Como todas as abelhas sem ferrão, tem o ferrão atrofiado, e é considerada mansa.
Créditos das imagens
- Reinaldo de Oliveira Elias · CC BY
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