Ficha rápida
| Nome popular | Bugia, monduri |
|---|---|
| Nome científico | Melipona mondury |
| Tamanho | 10 a 11 mm |
| Distribuição | Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, com registro incerto no Rio Grande do Sul |
| Temperamento | Mansa: sem ferrão funcional |
| Captura em isca | baixa |
Como identificar
A bugia é uma Melipona grande, de corpo robusto e voo pesado. A entrada da colônia é estreita, de barro ou geoprópolis, com passagem para uma abelha por vez. É uma espécie típica da Mata Atlântica, e o levantamento de Pedro (2014) registra ocorrência na Bahia, no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e em São Paulo, com registro incerto no Rio Grande do Sul.

Registro de bugia publicado no iNaturalist por Lucas Bernardinelli.
A semelhança entre os nomes monduri e manduri confunde muitos criadores. São espécies diferentes, e a bugia é bem maior.
O ninho
Na natureza, a bugia ocupa ocos de árvores da mata. O ninho tem discos de cria horizontais envoltos por invólucro de cerume, potes de alimento grandes ao redor e batume delimitando a cavidade. As rainhas nascem de células do mesmo tamanho das operárias.
A dependência de árvores grandes com ocos torna a espécie sensível ao desmatamento, o que reforça a importância da criação racional com colônias de origem legal.
Caixa para bugia
A caixa modular recomendada pela Embrapa, com fundo, ninho, sobreninho, melgueira e tampa, funciona para a bugia com módulos grandes, compatíveis com uma Melipona de porte maior. O modelo INPA é uma das referências para o gênero. A distância entre caixas pode chegar a 3 metros, e a caixa fica a cerca de 0,5 metro do chão, em cavalete com protetor.
O mel
O mel é líquido e ácido, com sabor ligado à florada da Mata Atlântica. A produção depende da florada, da força da colônia e do manejo, e as Melipona maiores ficam na parte de cima da faixa de 1 a 10 kg por ano citada pela Embrapa para as abelhas sem ferrão. Colha só potes fechados, com seringa, e mantenha o mel refrigerado.
Como obter colônias
A captura em iscas pequenas é rara. Compre colônias de produtores cadastrados, ou deixe uma caixa-isca de madeira com cheiro de ninho perto do meliponário para receber enxames de colônias que se dividem.
Como e quando dividir
Divida só colônias fortes, na florada, levando discos de cria nova e nascente, potes de alimento e cerume para a caixa nova, que ocupa o lugar de uma das colônias antigas. Confirme a presença de machos na região antes de dividir.
Pragas e problemas
Forídeos, formigas e a mosca Hermetia illucens atacam colônias fracas. Evite instalar a bugia perto de saqueadoras como a abelha-limão e mantenha meliponários de uma única espécie quando possível.
Referências
- Embrapa Meio-Norte. Criação de abelhas-sem-ferrão.
- Pedro, S. R. M. (2014). The Stingless Bee Fauna in Brazil. Sociobiology, 61(4). Tabela em List of stingless bees of Brazil.
Dúvidas frequentes
Bugia e monduri são a mesma abelha?
Sim. A tabela da Embrapa Meio-Norte registra Melipona mondury com o nome monduri no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e bugia é o nome mais usado por criadores.
Monduri e manduri são a mesma coisa?
Não. Apesar dos nomes parecidos, monduri é a Melipona mondury e manduri costuma ser a Melipona marginata ou, no Nordeste, a Melipona asilvai.
A bugia só existe no Brasil?
Sim. No levantamento de Pedro (2014), a Melipona mondury aparece como espécie endêmica do Brasil.
Créditos das imagens
- Lucas Bernardinelli · CC BY
Controle suas colônias de Bugia no Beeya
Cada caixa com histórico, saúde e próxima revisão. Divisões com registro de linhagem, colheita por colônia e a genealogia do plantel em árvore. Funciona sem sinal no campo.
Android · grátis pra começar · 10 colônias no plano Isca