Ficha rápida
| Nome popular | Cupira |
|---|---|
| Nome científico | Partamona cupira |
| Tamanho | 5 a 7 mm |
| Distribuição | Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo |
| Temperamento | Muito defensiva: ataca intrusos com mordidas |
| Captura em isca | baixa |
Como identificar
As cupiras são abelhas escuras, de porte pequeno a médio. O sinal mais claro é o local do ninho: é comum encontrá-las em cupinzeiros, em barrancos ou em árvores, com a entrada construída de barro e resina. O gênero Partamona tem 23 espécies registradas no Brasil, e várias recebem o nome cupira conforme a região.
A Partamona cupira, espécie que dá nome ao grupo, é endêmica do Brasil e tem registro no Distrito Federal, em Goiás, em Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais e em São Paulo, segundo o levantamento de Pedro (2014). Outras espécies do gênero ocorrem da Amazônia ao Sul.
O ninho
A Embrapa usa uma colônia de cupira dentro de um cupinzeiro para ilustrar a variedade de locais de nidificação das abelhas sem ferrão, que inclui ocos de árvores, ninhos abandonados de cupins e formigas, fendas em rochas e cavidades no solo. No caso das Partamona, o cupinzeiro oferece uma cavidade protegida e com temperatura estável.
Temperamento
O gênero Partamona é citado na literatura científica, junto com algumas Scaptotrigona, entre as abelhas sem ferrão que atacam de forma agressiva humanos ou animais grandes que se aproximam do ninho. O ataque envolve muitas operárias, mordidas e abelhas presas no cabelo. Esse comportamento contrasta com o de espécies como a jataí, cujas operárias costumam se recolher para dentro do ninho diante de uma ameaça.
Criação e manejo
A criação racional de cupira é pouco comum e há pouca literatura técnica sobre o manejo. Quem decide criar a espécie precisa de caixa com volume compatível, local afastado de circulação de pessoas e animais, proteção para a cabeça no manejo e distância de outras espécies do meliponário. As orientações gerais da Embrapa valem: caixa em cavalete com protetor contra formigas, local sombreado e revisão cuidadosa.
Relação com o meliponário
Para a maioria dos meliponicultores, a cupira aparece mais como vizinha do que como espécie criada. Ninhos em cupinzeiros perto do meliponário não costumam ser um problema para as colônias, mas exigem atenção de quem circula pela área, principalmente crianças e animais.
Referências
- Embrapa Meio-Norte. Criação de abelhas-sem-ferrão.
- Pedro, S. R. M. (2014). The Stingless Bee Fauna in Brazil. Tabela em List of stingless bees of Brazil.
- Velez-Ruiz, R. I.; Gonzalez, V. H.; Engel, M. S. (2013). Observations on the urban ecology of the Neotropical stingless bee Tetragonisca angustula. Journal of Melittology, 15.
Dúvidas frequentes
Por que a cupira faz ninho em cupinzeiro?
Abelhas do gênero Partamona usam cupinzeiros, ativos ou abandonados, como cavidade protegida para o ninho. A Embrapa usa uma colônia de cupira em cupinzeiro como exemplo de local de nidificação.
A cupira é agressiva?
Sim, em comparação com a maioria das abelhas criadas. Estudos citam o gênero Partamona entre as abelhas sem ferrão que atacam humanos e animais grandes que se aproximam do ninho.
Vale a pena criar cupira?
É uma criação para quem já tem experiência. O temperamento defensivo e o hábito de nidificar em cupinzeiros tornam o manejo mais difícil que o de espécies como jataí e mandaçaia.
Controle suas colônias de Cupira no Beeya
Cada caixa com histórico, saúde e próxima revisão. Divisões com registro de linhagem, colheita por colônia e a genealogia do plantel em árvore. Funciona sem sinal no campo.
Android · grátis pra começar · 10 colônias no plano Isca