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Espécie

Abelha mirim: espécies, identificação, caixa e captura

Mirim é o nome popular de várias abelhas sem ferrão muito pequenas, quase todas do gênero Plebeia. Esta página explica o grupo e aponta para as espécies com página própria.

Atualizado em 21/09/2026Leitura de 3 min

Como esta página foi escrita: com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas no fim da página. Meliponicultura muda muito de região pra região: trate medidas, prazos e produção como ponto de partida, e confira com a sua experiência de campo. Achou algo errado? Avise a gente.

Resposta curta: mirim é o nome dado a abelhas sem ferrão muito pequenas, principalmente do gênero Plebeia, que tem 19 espécies descritas no Brasil. São mansas, formam colônias pequenas, ocupam cavidades estreitas e são capturadas até em iscas de 500 ml. A produção de mel é baixa.

Ficha rápida

Nome popularMirim, abelha-mosquito, mosquitinho
Nome científicoPlebeia spp.
Tamanho3 a 5 mm
DistribuiçãoTodo o Brasil, com espécies diferentes em cada região
TemperamentoMansa: sem ferrão funcional, colônias pouco reativas
Captura em iscaalta
Sobre os números: produção e população variam muito com região, floração e manejo. Trate as faixas como ordem de grandeza, não como meta — e compare sempre com o histórico das suas próprias colônias.

Como identificar

Mirins são abelhas muito pequenas, em geral escuras, com marcas amareladas no rosto ou no tórax conforme a espécie. Voam rente à entrada da colônia e, pelo tamanho, costumam ser confundidas com mosquitos, o que explica o nome abelha-mosquito usado em várias regiões. A Embrapa usa o nome abelha-mosquito para ilustrar colônias de Plebeia em material técnico.

Abelha mirim da espécie Plebeia emerina registrada em campo

Plebeia emerina, uma das mirins do Sul e de São Paulo, em registro publicado no iNaturalist.

A entrada da colônia é pequena, feita de cerume ou resina, sem o tubo longo da jataí. Como várias espécies de Plebeia ocorrem na mesma região e são muito parecidas, a identificação exata costuma exigir lupa ou apoio de especialista. Para o manejo, as espécies do grupo se comportam de forma semelhante.

O ninho

As mirins ocupam cavidades estreitas: ocos em galhos finos, frestas em muros, mourões de cerca e pequenos espaços em construções. Dentro da cavidade, constroem discos de cria envolvidos por invólucro de cerume, com potes pequenos de mel e pólen ao redor.

As colônias são pequenas. Por isso, perdem temperatura com facilidade e se defendem mal quando o espaço é grande demais, o que orienta tanto a escolha da caixa quanto a da isca.

Espécies com página própria

Duas espécies do grupo têm busca própria e manejo com particularidades. A mirim-guaçu (Plebeia remota) é uma das maiores do gênero e ocorre do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul. A mirim-droryana (Plebeia droryana) é menor e tem distribuição mais ampla, da Bahia ao Rio Grande do Sul, com registros no Pará e em Pernambuco.

Outra abelha muito pequena às vezes chamada de mirim é a lambe-olhos, do gênero Leurotrigona, que fica fora do gênero Plebeia.

Caixa para mirim

A recomendação geral da Embrapa é trabalhar com caixas modulares, que permitem ajustar o espaço ao tamanho da colônia. Para mirins, os módulos precisam ser pequenos, menores que os da jataí. Muitos criadores usam caixas compactas específicas para o grupo.

A caixa fica a cerca de 0,5 metro do chão, em cavalete com protetor contra formigas, em local sombreado. Para abelhas pequenas, a distância entre caixas pode ser de cerca de 0,5 metro. Em períodos de escassez, reduza o espaço interno para ajudar a colônia a manter a temperatura.

O mel

A regra geral vale para o grupo: quanto menor a abelha e o ninho, menor a produção de mel. As mirins produzem pouco, e a colheita raramente justifica abrir os potes. O mel, quando colhido, precisa de refrigeração ou desumidificação, como o das outras abelhas sem ferrão.

Como capturar com isca

Mirins estão entre as abelhas mais fáceis de capturar. Meliponicultores relatam capturas em iscas de 500 ml e indicam caixas de leite para o grupo. A isca Tetra Pak e a garrafa PET pequena são as opções mais usadas, com atrativo de álcool, própolis e cerume por dentro.

Instale em local sombreado, entre 0,5 e 1,5 metro de altura, perto de água, de florada e de ninhos naturais, na época de enxameação. Aguarde cerca de 30 dias depois da captura antes de transferir.

Como e quando dividir

A divisão de mirins exige cuidado, porque colônias pequenas ficam fracas com facilidade. Divida só colônias fortes, na época de florada, levando discos de cria nova e nascente, potes de alimento e cerume. Nas Plebeia, as rainhas nascem de células reais maiores, então confira se os discos levados têm células reais.

Pragas e problemas

Colônias pequenas sofrem mais com forídeos, formigas e saque de outras abelhas. Mantenha frestas vedadas, use protetor no cavalete e evite instalar mirins ao lado de espécies saqueadoras, como a abelha-limão e abelhas do gênero Scaptotrigona.

Referências

Dúvidas frequentes

Mirim é uma espécie só?

Não. O nome é usado para várias espécies pequenas, a maioria do gênero Plebeia. As mais criadas no Sul e Sudeste são a mirim-guaçu (Plebeia remota) e a mirim-droryana (Plebeia droryana).

Qual isca usar para mirim?

Recipientes pequenos: caixas de leite do tipo Tetra Pak ou garrafas de 500 ml a 1,5 litro. Iscas grandes demais são pouco ocupadas por espécies de colônia pequena.

A mirim produz mel?

Produz, mas em quantidade muito pequena. Quem cria mirins costuma buscar manejo simples, polinização e conservação.

Créditos das imagens

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