Ficha rápida
| Nome popular | Lambe-olhos |
|---|---|
| Nome científico | Leurotrigona muelleri |
| Tamanho | 1,5 a 3 mm |
| Distribuição | Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo |
| Temperamento | Mansa: sem ferrão funcional; pousa no rosto em busca de suor e lágrimas |
| Captura em isca | média |
Como identificar
A lambe-olhos é tão pequena que muitas vezes é confundida com um mosquito. Mede de 1,5 a 3 mm de comprimento, tem corpo preto, liso e brilhante, e move-se de forma rápida e ágil. Na descrição técnica do gênero Leurotrigona, Pedro e Camargo (2009) registram corpo entre 1,7 e 3,0 mm e cabeça com 0,8 a 1,2 mm de largura, com tegumento muito liso.

Registro de lambe-olhos publicado no iNaturalist por Bruno Henrique Aranda.
O comportamento é o sinal mais conhecido. As operárias pousam no rosto das pessoas, perto dos olhos, atraídas por suor e lágrimas, o que deu origem ao nome popular. O mesmo gênero é chamado, em parte da literatura, de abelhas “mirim”, mas a lambe-olhos fica fora do gênero Plebeia, onde estão as mirins mais conhecidas.
Onde ocorre
Pelo levantamento de Pedro (2014), a Leurotrigona muelleri tem registro na Bahia, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná, na Paraíba, em Rondônia, em Santa Catarina e em São Paulo. Também há registros na Argentina, no Paraguai e no Peru. Ela ocupa áreas de mata, jardins e ambientes urbanos com flores.
O ninho
As colônias são pequenas e ocupam cavidades estreitas. As operárias visitam flores pequenas, que abelhas maiores não conseguem explorar, o que dá à espécie um papel próprio na polinização de plantas nativas.
Caixa para lambe-olhos
Pela escala da abelha e da colônia, a caixa precisa ser muito pequena, menor que as usadas para mirins. Espaço excessivo dificulta o controle de temperatura e a defesa. A caixa deve ficar em local sombreado e protegido do vento, em cavalete com protetor contra formigas.
O mel
A colônia produz mel em quantidade muito pequena, e a colheita não é o objetivo de quem cria a espécie. O interesse costuma ser a observação, a conservação e a polinização de flores pequenas.
Como obter colônias
Pelo tamanho da colônia, iscas pequenas, como a caixa Tetra Pak, são as mais adequadas para tentar a captura. Também é possível obter colônias de criadores cadastrados.
Pragas e problemas
Colônias muito pequenas são vulneráveis a formigas, forídeos e saque por outras abelhas. Manter a caixa bem vedada e longe de espécies agressivas é a principal proteção.
Referências
- Wikipedia. Leurotrigona muelleri.
- Pedro, S. R. M.; Camargo, J. M. F. (2009). Neotropical Meliponini: the genus Leurotrigona Moure, two new species. Zootaxa, 1983, 23-44.
- Pedro, S. R. M. (2014). The Stingless Bee Fauna in Brazil. Sociobiology, 61(4). Tabela em List of stingless bees of Brazil.
- BIODAR. Trigonisca (Leurotrigona) muelleri.
Dúvidas frequentes
Por que se chama lambe-olhos?
Porque as operárias costumam pousar no rosto das pessoas, perto dos olhos, em busca de suor e lágrimas, que fornecem sais e água.
A lambe-olhos é perigosa?
Não. Não tem ferrão funcional e não morde de forma dolorosa. O incômodo é só o pouso no rosto.
Qual o tamanho da lambe-olhos?
De 1,5 a 3 mm de comprimento, o que a coloca entre as menores abelhas sem ferrão conhecidas.
Créditos das imagens
- Bruno Henrique Aranda · CC BY
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