Pular para o conteúdo

Beeya›Espécies›Mirim-droryana

Espécie

Abelha mirim-droryana: identificação, caixa, isca e manejo

A mirim-droryana é uma das menores abelhas criadas no Brasil e aparece com frequência em áreas urbanas do Sudeste e do Sul.

Atualizado em 21/09/2026Leitura de 2 min

Como esta página foi escrita: com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas no fim da página. Meliponicultura muda muito de região pra região: trate medidas, prazos e produção como ponto de partida, e confira com a sua experiência de campo. Achou algo errado? Avise a gente.

Resposta curta: a mirim-droryana (Plebeia droryana) é uma abelha sem ferrão muito pequena e mansa, registrada da Bahia ao Rio Grande do Sul. Forma colônias pequenas em cavidades estreitas, é fácil de capturar em iscas pequenas e produz pouco mel.

Ficha rápida

Nome popularMirim-droryana
Nome científicoPlebeia droryana
Tamanho3 a 4 mm
DistribuiçãoBahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com registros em Pará e Pernambuco
TemperamentoMansa: sem ferrão funcional
Captura em iscaalta
Sobre os números: produção e população variam muito com região, floração e manejo. Trate as faixas como ordem de grandeza, não como meta — e compare sempre com o histórico das suas próprias colônias.

Como identificar

A mirim-droryana é uma das menores abelhas criadas no país. As operárias são escuras e muito pequenas, e a entrada da colônia é um orifício discreto de cerume, fácil de passar despercebido em muros e mourões. A presença de pequenas abelhas entrando e saindo de uma fresta, com voo rápido e baixo, costuma ser o primeiro sinal da colônia.

Mirim-droryana (Plebeia droryana) registrada em campo

Registro de mirim-droryana publicado no iNaturalist por Carlos Alexandre Mattos Raposo.

A espécie é parecida com outras Plebeia. Pelo levantamento de Pedro (2014), ela tem registro na Bahia, no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, além de registros no Pará e em Pernambuco.

O ninho

O ninho ocupa cavidades estreitas e pequenas. Os discos de cria ficam no centro, envolvidos por invólucro de cerume, e os potes de mel e pólen, pequenos, ficam ao redor. Por ser uma colônia de poucos indivíduos, o espaço interno tem impacto direto na temperatura e na defesa.

Caixa para mirim-droryana

Use caixas pequenas, com módulos compactos. A Embrapa recomenda caixas modulares para permitir o ajuste do espaço, e no caso das mirins o módulo de ninho deve ser pequeno o bastante para a colônia controlar a temperatura. A caixa fica a cerca de 0,5 metro do chão, em cavalete com protetor contra formigas, em local sombreado e protegido do vento.

O mel

A produção de mel é pequena e raramente justifica a colheita. Quando houver excedente, colha só potes fechados, com seringa, e mantenha o mel refrigerado. A prioridade no manejo da mirim-droryana é manter reservas suficientes para a colônia.

Como capturar com isca

A captura é fácil com iscas pequenas. As caixas Tetra Pak funcionam bem, e garrafas PET de 500 ml a 1,5 litro também servem. Use atrativo de álcool, própolis e cerume e instale em local sombreado, perto de florada e de ninhos naturais, na época de enxameação. Aguarde cerca de 30 dias antes de transferir.

Como e quando dividir

Divida só colônias fortes, na florada. Leve discos de cria nova e nascente com células reais, potes de alimento e cerume, e coloque a caixa nova no lugar de uma das antigas. Com colônias tão pequenas, a divisão pode enfraquecer as duas partes; em caso de dúvida, espere a colônia crescer mais uma temporada.

Pragas e problemas

Colônias pequenas são alvos fáceis para forídeos, formigas e saqueadoras como a abelha-limão. Vede frestas, use protetor no cavalete e mantenha as colônias longe de espécies agressivas. Veja também a página geral das mirins.

Referências

Dúvidas frequentes

A mirim-droryana serve para iniciantes?

Serve, pelo temperamento manso e pela facilidade de captura. O cuidado principal é não deixar a colônia em caixa grande demais, porque ela perde temperatura e se defende mal.

Mirim-droryana produz mel?

Produz muito pouco. Ela é criada principalmente pelo manejo simples, pela polinização e pela conservação.

Qual a diferença para a mirim-guaçu?

A mirim-droryana é menor e ocorre em mais estados. A mirim-guaçu (Plebeia remota) é maior e se concentra do Espírito Santo ao Sul.

Créditos das imagens

Controle suas colônias de Mirim-droryana no Beeya

Cada caixa com histórico, saúde e próxima revisão. Divisões com registro de linhagem, colheita por colônia e a genealogia do plantel em árvore. Funciona sem sinal no campo.

Android · grátis pra começar · 10 colônias no plano Isca

Leia também