Ficha rápida
| Nome popular | Mirim-droryana |
|---|---|
| Nome científico | Plebeia droryana |
| Tamanho | 3 a 4 mm |
| Distribuição | Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com registros em Pará e Pernambuco |
| Temperamento | Mansa: sem ferrão funcional |
| Captura em isca | alta |
Como identificar
A mirim-droryana é uma das menores abelhas criadas no país. As operárias são escuras e muito pequenas, e a entrada da colônia é um orifício discreto de cerume, fácil de passar despercebido em muros e mourões. A presença de pequenas abelhas entrando e saindo de uma fresta, com voo rápido e baixo, costuma ser o primeiro sinal da colônia.

Registro de mirim-droryana publicado no iNaturalist por Carlos Alexandre Mattos Raposo.
A espécie é parecida com outras Plebeia. Pelo levantamento de Pedro (2014), ela tem registro na Bahia, no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, além de registros no Pará e em Pernambuco.
O ninho
O ninho ocupa cavidades estreitas e pequenas. Os discos de cria ficam no centro, envolvidos por invólucro de cerume, e os potes de mel e pólen, pequenos, ficam ao redor. Por ser uma colônia de poucos indivíduos, o espaço interno tem impacto direto na temperatura e na defesa.
Caixa para mirim-droryana
Use caixas pequenas, com módulos compactos. A Embrapa recomenda caixas modulares para permitir o ajuste do espaço, e no caso das mirins o módulo de ninho deve ser pequeno o bastante para a colônia controlar a temperatura. A caixa fica a cerca de 0,5 metro do chão, em cavalete com protetor contra formigas, em local sombreado e protegido do vento.
O mel
A produção de mel é pequena e raramente justifica a colheita. Quando houver excedente, colha só potes fechados, com seringa, e mantenha o mel refrigerado. A prioridade no manejo da mirim-droryana é manter reservas suficientes para a colônia.
Como capturar com isca
A captura é fácil com iscas pequenas. As caixas Tetra Pak funcionam bem, e garrafas PET de 500 ml a 1,5 litro também servem. Use atrativo de álcool, própolis e cerume e instale em local sombreado, perto de florada e de ninhos naturais, na época de enxameação. Aguarde cerca de 30 dias antes de transferir.
Como e quando dividir
Divida só colônias fortes, na florada. Leve discos de cria nova e nascente com células reais, potes de alimento e cerume, e coloque a caixa nova no lugar de uma das antigas. Com colônias tão pequenas, a divisão pode enfraquecer as duas partes; em caso de dúvida, espere a colônia crescer mais uma temporada.
Pragas e problemas
Colônias pequenas são alvos fáceis para forídeos, formigas e saqueadoras como a abelha-limão. Vede frestas, use protetor no cavalete e mantenha as colônias longe de espécies agressivas. Veja também a página geral das mirins.
Referências
- Pedro, S. R. M. (2014). The Stingless Bee Fauna in Brazil. Sociobiology, 61(4). Tabela em List of stingless bees of Brazil.
- Embrapa Meio-Norte. Criação de abelhas-sem-ferrão.
- Meliponário Mambuca. Aproveite a melhor época para captura de abelhas sem ferrão.
Dúvidas frequentes
A mirim-droryana serve para iniciantes?
Serve, pelo temperamento manso e pela facilidade de captura. O cuidado principal é não deixar a colônia em caixa grande demais, porque ela perde temperatura e se defende mal.
Mirim-droryana produz mel?
Produz muito pouco. Ela é criada principalmente pelo manejo simples, pela polinização e pela conservação.
Qual a diferença para a mirim-guaçu?
A mirim-droryana é menor e ocorre em mais estados. A mirim-guaçu (Plebeia remota) é maior e se concentra do Espírito Santo ao Sul.
Créditos das imagens
- Carlos Alexandre Mattos Raposo · CC BY
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