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Abelha marmelada: identificação, ninho e manejo

Marmelada é o nome de abelhas do gênero Frieseomelitta, com destaque para a marmelada-amarela. São criadas no Sudeste e no Centro-Oeste e exigem atenção por invadirem colônias vizinhas.

Atualizado em 21/09/2026Leitura de 2 min

Como esta página foi escrita: com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas no fim da página. Meliponicultura muda muito de região pra região: trate medidas, prazos e produção como ponto de partida, e confira com a sua experiência de campo. Achou algo errado? Avise a gente.

Resposta curta: a marmelada-amarela (Frieseomelitta varia) é uma abelha sem ferrão de corpo esguio, registrada em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Bahia. O gênero Frieseomelitta tem 13 espécies no Brasil, e a Embrapa cita suas abelhas entre as que mais invadem colônias de outras espécies no meliponário.

Ficha rápida

Nome popularMarmelada, marmelada-amarela, manuel-de-abreu
Nome científicoFrieseomelitta varia
Tamanho5 a 7 mm
DistribuiçãoBahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins
TemperamentoPouco defensiva no manejo, mas invade colônias vizinhas
Captura em iscamédia
Sobre os números: produção e população variam muito com região, floração e manejo. Trate as faixas como ordem de grandeza, não como meta — e compare sempre com o histórico das suas próprias colônias.

Como identificar

As abelhas do gênero Frieseomelitta têm corpo esguio e alongado, com asas longas em relação ao corpo. A marmelada-amarela tem tons amarelados que dão origem ao nome popular. A entrada da colônia costuma ser feita de cerume e resina.

Marmelada (Frieseomelitta varia) registrada em campo

Registro de marmelada publicado no iNaturalist por Thomaz de Carvalho Callado.

Pelo levantamento de Pedro (2014), a Frieseomelitta varia tem registro na Bahia, em Goiás, em Mato Grosso, em Minas Gerais, em São Paulo e no Tocantins. O gênero tem 13 espécies no Brasil, e várias recebem o nome marmelada ou nomes regionais, como manuel-de-abreu, usado pela Embrapa para Frieseomelitta no Piauí.

O ninho

As marmeladas ocupam ocos de árvores. Um traço marcante do gênero é o armazenamento de cria em cachos, e não em discos horizontais como na maioria das espécies criadas. A Embrapa mostra os dois padrões de organização da cria, em discos e em cachos, em seu material técnico.

Comportamento de invasão

No meliponário da Embrapa em Teresina (PI), pesquisadores registraram uma colônia de uruçu-amarela sendo invadida por abelhas do gênero Frieseomelitta. A Embrapa cita essas abelhas, junto com as Scaptotrigona, entre as que mais fazem isso, e recomenda que seus meliponários fiquem distantes dos de outras espécies. As invasões acontecem quando colônias fortes precisam se dividir e ocupam colônias fracas por perto.

Caixa para marmelada

A caixa modular recomendada pela Embrapa funciona com adaptação ao formato da cria em cachos. A caixa fica a cerca de 0,5 metro do chão, em cavalete com protetor contra formigas, em local sombreado.

O mel

A marmelada produz mel em volume moderado a baixo, com sabor ligado à florada regional. Colha só potes fechados, com seringa, e mantenha o mel refrigerado.

Como capturar com isca

A marmelada pode ser capturada em garrafa PET de 2 a 3 litros e em caixa-isca de madeira, com atrativo de álcool, própolis e cerume. Aguarde cerca de 30 dias antes de transferir.

Pragas e problemas

Um estudo no campus da USP de Ribeirão Preto registrou ataques de abelha-limão a colmeias racionais de marmelada e de jataí, com poucas colônias dizimadas. Forídeos e formigas completam os riscos principais.

Referências

Dúvidas frequentes

Marmelada é uma espécie só?

Não. O nome é usado para abelhas do gênero Frieseomelitta, que tem 13 espécies registradas no Brasil. A Frieseomelitta varia é chamada de marmelada-amarela.

Posso criar marmelada junto com outras abelhas?

Com cautela. A Embrapa cita abelhas do gênero Frieseomelitta entre as que mais invadem colônias de outras espécies, e recomenda afastar seus meliponários dos de outras abelhas.

A marmelada sofre ataque de abelha-limão?

Sim. Um estudo no campus da USP de Ribeirão Preto registrou ataques de abelha-limão a colmeias racionais de marmelada e de jataí.

Créditos das imagens

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