Ficha rápida
| Nome popular | Marmelada, marmelada-amarela, manuel-de-abreu |
|---|---|
| Nome científico | Frieseomelitta varia |
| Tamanho | 5 a 7 mm |
| Distribuição | Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins |
| Temperamento | Pouco defensiva no manejo, mas invade colônias vizinhas |
| Captura em isca | média |
Como identificar
As abelhas do gênero Frieseomelitta têm corpo esguio e alongado, com asas longas em relação ao corpo. A marmelada-amarela tem tons amarelados que dão origem ao nome popular. A entrada da colônia costuma ser feita de cerume e resina.

Registro de marmelada publicado no iNaturalist por Thomaz de Carvalho Callado.
Pelo levantamento de Pedro (2014), a Frieseomelitta varia tem registro na Bahia, em Goiás, em Mato Grosso, em Minas Gerais, em São Paulo e no Tocantins. O gênero tem 13 espécies no Brasil, e várias recebem o nome marmelada ou nomes regionais, como manuel-de-abreu, usado pela Embrapa para Frieseomelitta no Piauí.
O ninho
As marmeladas ocupam ocos de árvores. Um traço marcante do gênero é o armazenamento de cria em cachos, e não em discos horizontais como na maioria das espécies criadas. A Embrapa mostra os dois padrões de organização da cria, em discos e em cachos, em seu material técnico.
Comportamento de invasão
No meliponário da Embrapa em Teresina (PI), pesquisadores registraram uma colônia de uruçu-amarela sendo invadida por abelhas do gênero Frieseomelitta. A Embrapa cita essas abelhas, junto com as Scaptotrigona, entre as que mais fazem isso, e recomenda que seus meliponários fiquem distantes dos de outras espécies. As invasões acontecem quando colônias fortes precisam se dividir e ocupam colônias fracas por perto.
Caixa para marmelada
A caixa modular recomendada pela Embrapa funciona com adaptação ao formato da cria em cachos. A caixa fica a cerca de 0,5 metro do chão, em cavalete com protetor contra formigas, em local sombreado.
O mel
A marmelada produz mel em volume moderado a baixo, com sabor ligado à florada regional. Colha só potes fechados, com seringa, e mantenha o mel refrigerado.
Como capturar com isca
A marmelada pode ser capturada em garrafa PET de 2 a 3 litros e em caixa-isca de madeira, com atrativo de álcool, própolis e cerume. Aguarde cerca de 30 dias antes de transferir.
Pragas e problemas
Um estudo no campus da USP de Ribeirão Preto registrou ataques de abelha-limão a colmeias racionais de marmelada e de jataí, com poucas colônias dizimadas. Forídeos e formigas completam os riscos principais.
Referências
- Embrapa Meio-Norte. Criação de abelhas-sem-ferrão.
- Pedro, S. R. M. (2014). The Stingless Bee Fauna in Brazil. Tabela em List of stingless bees of Brazil.
- Santana, W. C. et al. (2004). Abelha Iratim (Lestrimelitta limao) realmente é danosa às populações de abelhas? Mensagem Doce, 78.
Dúvidas frequentes
Marmelada é uma espécie só?
Não. O nome é usado para abelhas do gênero Frieseomelitta, que tem 13 espécies registradas no Brasil. A Frieseomelitta varia é chamada de marmelada-amarela.
Posso criar marmelada junto com outras abelhas?
Com cautela. A Embrapa cita abelhas do gênero Frieseomelitta entre as que mais invadem colônias de outras espécies, e recomenda afastar seus meliponários dos de outras abelhas.
A marmelada sofre ataque de abelha-limão?
Sim. Um estudo no campus da USP de Ribeirão Preto registrou ataques de abelha-limão a colmeias racionais de marmelada e de jataí.
Créditos das imagens
- Thomaz de Carvalho Callado · CC BY
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