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Abelha borá: identificação, temperamento, isca e manejo

Borá é o nome popular de abelhas do gênero Tetragona. Colônias populosas, captura em iscas grandes e um temperamento que pede cuidado no manejo.

Atualizado em 21/09/2026Leitura de 3 min

Como esta página foi escrita: com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas no fim da página. Meliponicultura muda muito de região pra região: trate medidas, prazos e produção como ponto de partida, e confira com a sua experiência de campo. Achou algo errado? Avise a gente.

Resposta curta: borá é o nome dado a abelhas sem ferrão do gênero Tetragona, com destaque para a Tetragona clavipes. Formam colônias populosas, são capturadas em iscas de 5 litros ou mais e tendem a ficar estáveis depois da transferência. Não ferroam, mas defendem a colônia com mordidas.

Ficha rápida

Nome popularBorá
Nome científicoTetragona clavipes
Tamanho5 a 7 mm
DistribuiçãoNome aplicado a abelhas do gênero Tetragona em várias regiões do Brasil
TemperamentoDefensiva: não ferroa, mas morde quando a colônia é aberta
Captura em iscamédia
Sobre os números: produção e população variam muito com região, floração e manejo. Trate as faixas como ordem de grandeza, não como meta — e compare sempre com o histórico das suas próprias colônias.

Como identificar

A borá é uma abelha de porte pequeno a médio, de corpo alongado e coloração que varia do amarelado ao escuro conforme a espécie. A entrada da colônia costuma ser feita de cerume, e em colônias fortes a movimentação na entrada é intensa.

Borá (Tetragona clavipes) registrada em campo

Registro de borá publicado no iNaturalist por Vitor C. Dias Gonçalves.

O nome borá é mais associado à Tetragona clavipes, e é assim que aparece no levantamento de Pedro (2014) sobre as abelhas sem ferrão do Brasil. O mesmo levantamento, porém, registra essa espécie apenas em Roraima, enquanto o nome é usado por criadores de outras regiões. Isso indica que outras espécies de Tetragona também são chamadas de borá. O gênero tem 10 espécies descritas no Brasil.

O ninho

As borás ocupam ocos de árvores e formam colônias populosas, com discos de cria envolvidos por invólucro de cerume e muitos potes de alimento ao redor. A força populacional é o que torna a colônia estável e produtiva, e também explica a necessidade de caixas e iscas maiores.

Caixa para borá

A caixa modular recomendada pela Embrapa funciona para a borá, com módulo de ninho de volume compatível com colônias populosas, maior que o da jataí. A caixa fica a cerca de 0,5 metro do chão, em cavalete com protetor contra formigas, em local sombreado.

Por ser defensiva, vale planejar o local do meliponário para que o manejo não incomode vizinhos ou animais, e manter distância de espécies mais frágeis.

O mel

A borá produz mel e própolis, e o volume depende da florada e da força da colônia. Há pouca informação técnica consolidada sobre a produção média. Na colheita, use proteção para a cabeça, seringa ou bomba de sucção e só potes fechados.

Como capturar com isca

A borá está entre as espécies mais associadas a iscas grandes. Meliponicultores indicam iscas de 5 litros ou mais para ela, e relatam que esses enxames tendem a ser mais estáveis depois da transferência para a caixa. A isca de galão plástico e a caixa-isca de madeira são as opções indicadas.

Instale em árvore grossa, em local sombreado, perto de florada e de ninhos naturais, na época de enxameação. Aguarde cerca de 30 dias antes de transferir.

Como e quando dividir

Divida colônias fortes, na florada, levando discos de cria nova e nascente com células reais, potes de alimento e cerume. Faça em dia de tempo bom, com proteção para a cabeça, e mantenha a caixa nova bem vedada nos primeiros dias.

Pragas e problemas

Colônias populosas se defendem bem, mas forídeos e formigas ainda atacam colônias enfraquecidas. Em áreas agrícolas, atenção aos agrotóxicos, que afetam o desenvolvimento das abelhas.

Referências

Dúvidas frequentes

Qual isca usar para borá?

Iscas de 5 litros ou mais. Meliponicultores relatam que a borá se desenvolve melhor em recipientes grandes e forma enxames mais estáveis depois da transferência.

A borá é agressiva?

Não ferroa, mas é defensiva e morde quando a colônia é aberta. Manejar com calma e com proteção para a cabeça ajuda.

Borá é uma espécie só?

O nome é mais associado à Tetragona clavipes, mas é usado para outras abelhas do gênero Tetragona conforme a região.

Créditos das imagens

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